Três parâmetros da água, sem depender de rede.
O Smart Aqua Sense Kit lê nitrato, turbidez e cianobactérias por Modbus RTU, mostra tudo no visor e grava cada leitura no cartão. Sem servidor, sem sinal, sem aplicativo.
Ciclo completo com as três sondas em cerca de 105 segundos, repetido enquanto houver energia.
demonstração com dados simulados
Tudo numa maleta.
Sondas, eletrônica, visor e cartão vão juntos na mesma caixa de transporte. Toque nos pontos da foto para ver o que é cada parte.
O visor
Onde as três grandezas aparecem e a contagem para a próxima leitura corre. É a interface inteira do equipamento — não há app nem painel web.
Uma sonda por vez, no mesmo par de fios.
As três sondas dividem um barramento RS-485. O equipamento pergunta a uma, espera a resposta, decodifica e passa para a próxima — e no fim do ciclo grava tudo e mostra no visor.
Tudo o que importa, sem abrir um sistema.
O equipamento não tem app, painel web nem login. Quem está na frente dele vê o estado de cada subsistema no boot e as três grandezas em operação — é a interface inteira.
No boot, cada subsistema se declara. É também quando o equipamento varre o barramento e decide quais sondas existem — uma vez só, e por isso trocar de sonda pede um reinício.
- Uma grandeza em destaque por vez, alternando entre as três a cada ciclo
- Contagem regressiva para a próxima leitura, para saber que está vivo
- Estado do cartão na barra inferior, a cada gravação
- Sem framebuffer: o painel redesenha só a região que mudou, porque uma tela cheia ocuparia metade da memória livre
Nitrato ;12.34;Temperatura ;25.67; Turbidez ;5.21; Cianob. ;1234.00;
Um arquivo por sonda, campos separados por ponto e vírgula, sempre acrescentando ao fim. As unidades ficam no visor e não entram no arquivo: o que vai para o cartão é número. Sem relógio embarcado, os registros guardam a ordem — não a hora.
Três grandezas que contam histórias diferentes.
Nitrato, turbidez e cianobactérias respondem a causas distintas. Medidas juntas, no mesmo instante e no mesmo ponto, elas separam o que é carga de nutriente do que é material em suspensão.
Nitrato
Em mg/L, com a temperatura da amostra no mesmo pacote. É o indicador de carga de nutriente — o que costuma vir de esgoto, fertilizante e escoamento agrícola.
slave 0x01 · 4 reg · mg/L + °C
Turbidez
Em NTU, pela sonda RMD-ISST105. Mede o material em suspensão: sobe com chuva, revolvimento de fundo e despejo, e é a primeira coisa que muda quando algo aconteceu a montante.
slave 0x2D · 2 reg · NTU
Cianobactérias
Em células por mililitro. É o parâmetro que antecipa floração em reservatório e capta o risco que turbidez sozinha não enxerga — e o que mais depende de acompanhamento contínuo.
slave 0x64 · 2 reg · cel/mL
os endereços vêm gravados nas próprias sondas
Não há nada para cair.
A ausência de rede aqui é decisão, não falta. O módulo GSM chegou a funcionar em bancada e foi retirado do firmware em fevereiro de 2025; o esforço seguinte foi todo em robustez de leitura. O que ficou é o que se queria: um registrador autônomo, com visor e cartão.
Nada fica aberto esperando
O arquivo é aberto, escrito e fechado a cada linha. Queda de energia no meio do ciclo não deixa arquivo aberto nem registro pela metade — e não há fila para sincronizar depois.
Cartão fora não para a medição
Sem cartão, o visor avisa e o ciclo continua medindo. Quando uma gravação volta a dar certo, o estado se recupera sozinho — não é preciso reiniciar nada.
Dez amostras viram um número
Cada registro é a média de dez leituras. Antes disso, um limiar mínimo de bytes por sonda descarta resposta que é só ruído — e os limiares são diferentes entre si de propósito, saíram de teste em campo.
Uma coisa de cada vez
O firmware é sequencial e sem concorrência, de propósito: num ciclo de dois minutos, previsibilidade vale mais. Sonda que não responde em 2,5 s não trava o resto — o ciclo segue.
Trocar de placa não pode mudar a medição.
O firmware está na terceira geração: a primeira congelada como referência, a segunda reorganizada em módulos e a terceira portando para um ESP32-S3, com pinagem inteiramente nova.
A pinagem muda de propósito a cada geração. O que não pode mudar é o que descreve o mundo físico — e essa parte é conferida byte a byte contra a primeira versão a cada port.
- Temporização elétrica do barramento e velocidade da porta
- Os três frames Modbus e os seus CRCs
- Os decodificadores de float e os limiares anti-ruído
- O formato da linha gravada no cartão
São as constantes que descrevem o transceptor e as sondas — e essas não mudaram de placa.
Ficha técnica
Os itens marcados como a definir dependem do projeto de cada instalação e são fechados no levantamento técnico.
| Controlador | ESP32 (dual-core), com geração em ESP32-S3 em desenvolvimento |
|---|---|
| Sondas | Nitrato (mg/L, com temperatura), turbidez (NTU) e cianobactérias (cel/mL) |
| Barramento | Modbus RTU sobre RS-485, 9600 8N1, as três sondas no mesmo par |
| Ciclo de medição | Cerca de 105 s com as três sondas: dez amostras a 1,5 s por sonda, mais 60 s de intervalo |
| Tratamento do sinal | Limiar anti-ruído por sonda, rajada de dez amostras e filtro IQR — o outlier é trocado pela mediana |
| Visor | LCD ST7789 de 320 × 240, em paisagem, sem toque |
| Armazenamento | Cartão microSD, um arquivo por sonda, campos separados por ponto e vírgula |
| Data e hora | Sem relógio embarcado: os registros guardam a ordem das medições, não o horário |
| Comunicação externa | Nenhuma — o equipamento opera fechado em si mesmo |
| Alimentação e autonomia | a definir no levantamento |
| Caixa e instalação | a definir no levantamento |
Vamos medir a sua água.
Conte qual é o corpo d'água, o que você precisa acompanhar e com que frequência. Retornamos com o levantamento técnico e uma demonstração do equipamento.